Lula envia ao Congresso projeto que põe fim à escala 6×1

O Palácio do Planalto enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que extingue a escala de trabalho 6×1. De acordo com a Casa Civil, a proposta tramita em regime de urgência constitucional.

Na Câmara, já há uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o mesmo tema. Ainda assim, o governo decidiu encaminhar um texto próprio, sob a avaliação de que um projeto de lei tem tramitação mais rápida. A medida também sinaliza que o tema está entre as prioridades da gestão.

Mais cedo, o presidente Lula se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para discutir a proposta. Também participou do encontro o novo ministro da Articulação, José Guimarães, que tomou posse nesta terça-feira.

Após um almoço com Lula, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais afirmou que o presidente solicitou a Motta que tanto o projeto de lei quanto a PEC tramitem na Câmara.

“Vamos sentar e negociar qual é o melhor método para votarmos até o final do ano”, declarou a jornalistas.

Como foi enviado em regime de urgência, o projeto deve ser analisado em até 45 dias; caso contrário, a pauta da Câmara e do Senado pode ficar trancada.

Quaest 2º turno: Flávio Bolsonaro tem 42%, e Lula, 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno das eleições 2026. Flávio tem 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. É a primeira vez na Quaest que o senador filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ultrapassa Lula numericamente.

Na pesquisa passada da Quaest, em março, Lula e Flávio empatavam, pela primeira vez na série histórica, com o percentual de 41% cada. A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeiro e para cinco em fevereiro. Agora em abril, Flávio Bolsonaro tem vantagem de dois pontos diante do petista.

Cenário Lula x Flávio

59% defendem prisão domiciliar de Bolsonaro, mostra pesquisa Datafolha

Pesquisa Datafolha Divulgada neste domingo, 12, aponta que 59% dos brasileiros defendem que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) cumpra a pena em casa em vez de voltar à prisão na Papudinha. Os que dizem que Bolsonaro deve voltar para o regime fechado somam 37%, enquanto 5% não souberam responder.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou que ele voltasse para casa de forma temporária, por 90 dias.

Depois desse período, Moraes poderá prorrogar o benefício ou determinar que o ex-presidente volte para a Papudinha.

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

O total dos que dizem que Bolsonaro deveria permanecer em casa é de 61% entre quem tem mais de 60 anos e chega a 81% entre empresários.

Já quem defende que o ex-presidente cumpra pena na prisão soma 44% entre jovens de 16 a 24 anos e 42% entre desempregados.

Entre as pessoas que se classificam como de centro, 53% são a favor da domiciliar e 41% pela volta à Papudinha.

Entre os mais bolsonaristas, 94% defendem a prisão domiciliar e 3% não o fazem.

Já entre os mais petistas, 28% preferem o ex-presidente em casa e 68% querem a volta da prisão.

Entre os que pretendem votar no presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 30% defendem a prisão domiciliar e 66% querem a volta à prisão.

Dos eleitores declarados de Flávio Bolsonaro (PL), 93% são a favor de que o ex-presidente cumpra a pena em casa e somente 5% afirmam que ele deve voltar para a Papudinha.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades do Brasil entre 7 e 9 de abril. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-03770/2026. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso pelo ICE, serviço de imigração dos EUA

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos Estados Unidos prendeu o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.

Segundo informações preliminares, Ramagem foi preso em Orlando, na Flórida, e levado a um centro de detenção na cidade. Autoridades brasileiras foram informadas da prisão por volta de 12h (horário de Brasília).

O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido por questões migratórias, e o governo brasileiro aguarda mais informações sobre como será o processo de retorno ao Brasil, segundo a PF.

Ramagem deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pena de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele é acusado de integrar o núcleo crucial da trama golpista, que tinha como objetivo manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Datafolha: em simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula, 45%

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que Lula perdeu vantagem e agora empata com Flávio, Caiado e Zema em um cenário de 2º turno nas eleições de 2026.

Lula (PT) tem 45% e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 46% das intenções de voto para a Presidência.

No levantamento anterior, de março, o instituto apontou que o presidente aparecia com 46% das intenções de voto contra 43% do filho do ex-presidente Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Neste cenário, em dezembro, o Datafolha mostrava Lula com 51% e o senador com 36%.

Veja os números:

Lula (PT): 45% (eram 46% em março e 51% em dezembro);

Flávio Bolsonaro (PL): 46% (eram 43% em março e 36% em dezembro);

Branco/nulo/nenhum: 8% (eram 10% em março e 12% em dezembro);

Não sabem: 1% (era 1% em março e em dezembro).

O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.

Contra o governador de Goiás, que se lançou pré-candidato pelo PSD em 30 de março, em um possível 2º turno, Lula tem 45% e Ronaldo Caiado (PSD), 42%.

O levantamento mostra que, em um 2º turno contra o governador de Minas Gerais, Lula tem 45% e Romeu Zema, 42%.

Governo calcula que R$ 7 bilhões do FGTS podem ser liberados a 10 milhões de pessoas para pagamento de dívidas

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (9) o uso de valores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em um novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias.

Em conversa com a GloboNews no Palácio do Planalto, Marinho reafirmou o que disse em entrevista publicada pelo jornal “O Globo” nesta quinta, que, conforme cálculos do Ministério do Trabalho, cerca de 10 milhões de brasileiros podem ter acesso a R$ 7 bilhões do FGTS.

Na entrevista que concedeu ao “O Globo”, Luiz Marinho explicou que o montante de R$ 7 bilhões é complementar à liberação do FGTS a trabalhadores que fizeram a opção pelo saque-aniversário, foram desligados e tiveram parte dos recursos bloqueada como garantia a empréstimos bancários.

A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias. Segundo Marinho, Lula ainda teria de bater o martelo sobre a proposta da pasta que ele chefia.

Na conversa com a GloboNews nesta quinta, Marinho também defendeu uma nova regulamentação do uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados.

De acordo com o Ministério do Trabalho, o presidente Lula assinou, no ano passado, duas medidas provisórias que liberam o valor retido do FGTS para quem tinha sido demitido e estava com restrição em razão da opção pelo saque-aniversário.

Com a medida, foram liberados, segundo a pasta, cerca de R$ 20 bilhões em 2025, mas, conforme o entendimento do Ministério do Trabalho, a Caixa não liberou a totalidade dos recursos.

Em razão disso, há um valor residual, segundo cálculos do Ministério do Trabalho, de R$ 7 bilhões – valor que a pasta propõe que seja liberado neste momento.

Segundo o Ministério do Trabalho, a quantidade exata de trabalhadores que pode ser beneficiada com a nova liberação de recursos ainda está em apuração, mas uma avaliação inicial é de que cerca de 10 milhões de pessoas teriam direito ao uso dos recursos. Informações do G1

Mais de mil postos são notificados em uma semana por conta dos preços abusivos

A operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública contra o aumento dos preços de combustíveis no Brasil emitiu 1.055 notificações nesta semana. As advertências foram fruto de fiscalização em 1.144 postos de gasolina e 66 distribuidoras desde o último domingo (29).

A ação faz parte das medidas para mitigar a alta dos combustíveis e apurar possíveis irregularidades no mercado e contra com a Secretaria Nacional do Consumidor, a Agência Nacional do Petróleo e os Procons dos estados.

Em São Paulo, a operação realizada com a Polícia Rodoviária Federal nas rodovias Dutra, Fernão Dias, Ayrton Senna, Raposo Tavares, Régis Bittencourt, Anchieta e Imigrantes, fiscalizou 32 postos de combustíveis, onde foram identificadas cinco infrações e emitidas sete notificações. A fiscalização ocorreu principalmente em postos localizados em rodovias com grande circulação de veículos.

Os números fazem parte de uma mobilização nacional iniciada no dia 9 de março. Desde o início da ação, já foram fiscalizados 5.266 postos de combustíveis em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal, além de 321 distribuidoras. Ao todo, foram emitidas 3.508 notificações e aplicadas 38 multas.

Segundo o Ministério da Justiça, as fiscalizações continuam em andamento e têm como objetivo identificar aumentos abusivos e práticas irregulares no mercado de combustíveis, garantindo maior transparência na formação de preços e protegendo os consumidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, na quarta-feira (1º), que os governos federal e estadual estão fiscalizando o preço do diesel no país e que, em algum momento, as ações vão resultar na prisão de alguém.

Eleições 2026: janela partidária termina nesta sexta-feira

Termina nesta sexta-feira (3) a chamada “janela partidária”, o prazo de um mês que permite a deputados federais, estaduais e distritais trocar de partido para concorrer a cargos nas eleições de Outubro.

A janela autoriza o troca-troca partidário dentro das regras da lei eleitoral.

A janela partidária vale para eleições pelo sistema proporcional, usadas na escolha da maioria dos cargos do Legislativo, como vereador e deputados estaduais, distritais e federais.

Na prática, a regra não se aplica a cargos do Executivo, eleitos pelo sistema majoritário, como prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República.

No sistema majoritário, o candidato com mais votos vence a disputa. No proporcional, nem sempre isso acontece.

Isso porque a divisão dos espaços nas Câmaras e Assembleias leva em conta não só o desempenho dos candidatos, mas também a performance dos partidos. Se os partidos não têm votos para conquistar cadeiras nos legislativos, seus candidatos não podem pleitear as vagas.

Por isso, a Justiça Eleitoral entende que a vaga pertence ao partido, e não ao parlamentar. Assim, se o político troca de sigla fora do prazo permitido, a legenda pode pedir o mandato de volta por infidelidade partidária.

infidelidade não incide, no entanto, na janela partidária, o que dá a liberdade de mudança sem o receio de perda de mandato.

Fora da janela partidária prevista para o ano eleitoral, no último ano do mandato  a troca de partido só é permitida em situações específicas, como mudança significativa do programa da legenda ou grave discriminação política pessoal.

Senador com mandato de 8 anos pensa que é Deus, diz Lula

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira (1º) que senador, com mandato de oito anos, “pensa que é Deus” e pode criar problemas para o Palácio do Planalto caso o governo não tenha uma base na Casa.

O mandatário reforçou em entrevista no Ceará, onde cumpre agendas nesta quarta, que o “problema” dos partidos aliados neste ano é eleger senadores e construir maiores no Congresso.

“As eleições para o Senado são muito importantes. O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E ele pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado”, disse Lula em entrevista à TV Cidade do Ceará.

O mandatário mantém impasse com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil – AP), sobre a indicação de ministro ao STF (Supremo Tribunal Federal) para a vaga deixada pela aposentadoria de Luis Roberto Barroso.

Na terça (31), o presidente encaminhou ao Senado a comunicação que formaliza a indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União. O anúncio do nome foi feito há mais de quatro meses, no dia 20 de novembro, mas não havia sido formalizado. A preferência de Alcolumbre era pela escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto.

Lula também comentou sobre a escolha do ministro Camilo Santana (Educação) de deixar o governo para uma eventual disputa das eleições deste ano.

Há possibilidade de que o chefe da pasta se dedique a apoiar a campanha de Lula ou se lance candidato ao Governo do Ceará, seu estado, no qual já ocupou a posição duas vezes.

“Não queria que ele [Camilo] tivesse saído. Mas ele tem uma pulga atrás da orelha que ele queria sair”, disse Lula.

O presidente, porém, afirmou acreditar que o atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), seja candidato à reeleição, a não ser que “apareça uma figura como [Donald] Trump [presidente dos Estados Unidos] aqui fazendo um desastre”.

O petista ainda comentou sua relação com Ciro Gomes (PSDB), que também deve concorrer ao Governo do Ceará e apareceu na última pesquisa Datafolha à frente de Elmano nas intenções de voto.

Lula afirmou ter respeito por Ciro, que foi ministro em seu primeiro mandato na Presidência, mas caracterizou o ex-aliado como “destemperado”.

“Não houve rompimento, o Ciro sonhava em ser candidato, e ele acha que fui eu que não quis que ele fosse presidente, e quem não quis foi o povo.”

Lula lidera cenários de 1º turno, mas empata com Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno, aponta pesquisa

A primeira pesquisa eleitoral divulgada após a desistência de Ratinho Jr. do páreo pelo PSD aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da corrida presidencial de 2026 em diferentes cenários de primeiro turno. O levantamento, realizado pela Nexus, a pedido do Banco BTG Pactual (registro no TSE nº BR-07875/2026), mostra vantagem de Lula tanto em um cenário com Ronaldo Caiado quanto com Romeu Zema como candidatos do PSD. Já em uma simulação com Eduardo Leite representando a chamada terceira via, há empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A pesquisa foi realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, por telefone (sistema CATI), entre os dias 27 e 29 de março de 2026, e divulgada nesta segunda-feira. Ao todo, foram entrevistados 2.006 eleitores com 16 anos ou mais, em todo o território nacional. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Para a composição da amostra, foram controladas cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. De acordo com a metodologia, eventuais variações na soma dos percentuais, entre 99% e 101%, podem ocorrer devido a arredondamentos.

No cenário considerado mais provável, com Caiado na disputa, Lula aparece com 41% das intenções de voto, três pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, que soma 38%. Caiado e Zema aparecem com 4% cada, enquanto Renan Filho registra 2%. Outros 8% dos entrevistados disseram que votariam em branco ou nulo, e 3% se declararam indecisos.

A projeção de segundo turno indica um cenário altamente competitivo entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na simulação, ambos aparecem numericamente empatados, com 46% das intenções de voto cada. Além disso, 7% dos eleitores afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto nessa eventual disputa.

A pesquisa também revela que os índices de rejeição dos dois principais nomes são bastante semelhantes. Segundo os dados, 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de forma alguma, enquanto 48% dizem o mesmo em relação a Flávio Bolsonaro. Quando analisado o potencial de voto, 50% dos eleitores dizem que poderiam votar em Lula, contra 48% que admitem essa possibilidade em relação ao senador.

Além do cenário eleitoral, o levantamento investigou a percepção dos brasileiros sobre a economia. Apenas 16% avaliam a situação econômica do país como ótima ou boa, enquanto 53% a consideram ruim ou péssima. Em relação à situação financeira pessoal, 31% classificam como positiva, 22% como negativa e a maioria, 46%, afirma estar em condição regular.

Apesar da avaliação atual majoritariamente negativa, há uma leve melhora nas expectativas para o futuro. Sobre os próximos seis meses, 31% acreditam que a economia irá melhorar, enquanto 41% projetam piora e 21% esperam estabilidade. No âmbito pessoal, o otimismo é maior: 42% dos entrevistados acreditam em melhora na própria situação financeira, 32% preveem manutenção e 17% apostam em piora.