Ministério das Mulheres diz que atitude de alunos de medicina da Unisa em jogo deve ser ‘combatida com rigor da lei’

Vídeo de uma simulação de masturbação viralizou nas redes sociais no último domingo (17). Imagens mostram estudantes da Universidade Santo Amaro pelados tocando nas partes íntimas durante competição no interior do estado.

O Ministério das Mulheres repudiou a atitude de estudantes do curso de medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa), que ficaram pelados e simularam uma masturbação durante um jogo de vôlei feminino de um campeonato universitário.

O vídeo começou a ser compartilhados neste domingo (17), mas é de um campeonato que ocorreu em abril deste ano. Nele, é possível ver ao menos dois estudantes tocando em suas partes íntimas enquanto acompanham a partida de vôlei.

Em comunicado publicado no Twitter, o ministério pede que atitudes como a dos estudantes sejam combatidas.

“Romper séculos de uma cultura misógina é uma tarefa constante que exige um olhar atento para todos os tipos de violências de gênero. Atitudes como a dos alunos de Medicina, da Unisa, jamais podem ser normalizadas — elas devem ser combatidas com o rigor da lei.”

“O Ministério das Mulheres reforça seu compromisso de enfrentar essas práticas que limitam ou impossibilitam a participação das estudantes como cidadãs. Vamos seguir trabalhando para que as universidades sejam espaços seguros, livres de violência”.

Manuella Mirella, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) informou ao g1 que a UNE está cobrando uma posição diretamente da Unisa, que até o momento não se manifestou sobre o caso. “Nós recebemos essa denúncia com muita revolta, é repugnante o que aconteceu nesses órgãos internados. Estamos cobrando um posicionamento diretamente da Unisa que até agora não se posicionou”, afirmou.

“Lançamos também uma cartilha da UNE explicando o que fazer e como podemos combater essa violência que acontecem quase que livremente. O que esses alunos homens pensam? Esse sentimento de impunidade, de que nada vai acontecer e isso não é verdade, por isso, cobramos um protocolo para que esses estudantes sejam punidos no rigor da lei. Ser mulher no Brasil é difícil, e ser mulher universitária é mais difícil ainda”.  

Por g1 SP

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