Com 2.745 pessoas desaparecidas em 2025, Pernambuco está entre os 10 estados com mais casos no Brasil

De acordo com o painel de indicadores estatísticos de desaparecimentos, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Pernambuco registrou 2.745 casos de pessoas desaparecidas em 2025, ficando em nono lugar entre os estados com maior número de ocorrências no Brasil.

O dado representa uma média de quase oito desaparecimentos por dia. A maioria é homem, chegando a 1.674 pessoas do sexo masculino, o que equivale a 61% dos casos. Entre todos os desaparecidos no ano passado, apenas 271 pessoas foram encontradas.

O recorte para crianças e adolescentes também é expressivo. Ano passado, 695 pessoas entre zero e 17 anos desapareceram no estado. O número equivale a uma média de dois casos por dia.

Para a cuidadora de idosos Girlaine Rodrigues, ter um filho nas estatísticas de desaparecidos é conviver diariamente com a dor e a angústia de não saber o que aconteceu.

Hoje com 18 anos, Vinícius Rodrigues dos Santos desapareceu em fevereiro de 2015, quando tinha 8 anos. Quando sumiu, ele brincava em frente à casa da família, em São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

Um banco nacional de perfis genéticos tem ajudado na identificação de pessoas desaparecidas no Brasil.

O sistema funciona da seguinte forma: quando uma pessoa desaparece e não consegue se identificar às autoridades, ou morre sem documentos, o material biológico pode ser coletado e inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

O segundo passo é o familiar procurar uma unidade de Polícia Científica para fazer a coleta do próprio material genético. Em Pernambuco, além do Recife, há outras nove unidades distribuídas pelo estado: Afogados da Ingazeira,  Arcoverde,  Caruaru, Garanhuns,  Nazaré da Mata, Ouricuri,  Palmares, Petrolina, Salgueiro.

Segundo a perita criminal Camila Reis, o banco reúne tanto perfis relacionados a mortes violentas, para auxiliar investigações, quanto dados voltados à identificação de pessoas desaparecidas e não identificadas.

Desde o início do funcionamento do banco, 726 pessoas foram identificadas no Brasil. Em Pernambuco, foram 146 identificações por meio da prova de DNA. De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), o estado é um dos que mais registraram reconhecimentos.

 

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