No próximo Domingo, dia 28, a Venezuela terá sua eleição, a qual elegerá o presidente que irá ter como sua residências nos próximos seis anos o Palácio de Miraflores, localizado na capital Caracas.
A Venezuela não possui em sua legislação eleitoral um limite minino em que um mesmo presidente se candidate ao cargo de presidente a cada eleição.
Nicolas Maduro Já vem em seu segundo mandato, onde no próximo dia 28 disputará o seu terceiro.
O governo maduro vem sendo ao longo de seus dois mandatos muito questionado por países que tem como lideranças politicas o lado da Direita conservadora, o acusando de ser ele o precursor de todo caos politico e financeiro em que a Venezuela se encontra hoje.
Toda essa crise, gerou na economia Venezuelana uma hiperinflação, gerando fome e confronto nas grandes cidades. causando assim um Êxodo nacional para países em que faz fronteiras com a nação Venezuela, assim como o Brasil.
O Brasil no ano de 2023 teve um recorde de migração vindo da Venezuela, onde chegou a ser o terceiro pais da América latina a agregar os refugiados de toda crise gerada na Venezuela, chegando a 500 mil pessoas.
No dia 26 de Março de 2020, o Estados Unidos colocou como recompensa pela prisão de Maduro o algoritmo de 15 Milhões de dólares pelos crimes de narcotráfico e terrorismo internacionais e de corrupção.
O Procurador Geral dos Estados Unidos, William Barr, fez um pronunciamento no qual ele divulga alguns dados em que coloca maduro como Narco-traficante. “A intenção de Maduro era inundar os EUA com drogas. Ele usou a cocaína como arma”.
Nicolas Maduro havia enviado entre 200 e 250 toneladas de cocaína aos EUA, afirma Barr.
No dia 26 de janeiro o Supremo Tribunal barrou a candidatura de Maria Corina, mesmo ela tendo ganho as eleições primarias presidenciais em Outubro em 2023.
Corina havia sido impedida de exercer qualquer cargo publico por 15 anos, em acordo como um documento divulgado pela Controladoria-Geral da República. Em que Corina foi acusada por erros e omissões em suas declarações juramentadas de bens.
em sua carreira politica, Corina leva em seu currículo sendo:
– A legisladora mais votada do país no ano de 2010.
– Em 2011, acabou sendo eleita deputada da Assembleia Nacional.
– Em 2012, com 3,81% ficou em terceiro lugar nas primarias presidenciais.
– Em 2014, em aliança com Leopoldo López, fundador do partido Voluntad Popular, convocou em Fevereiro uma onde de protesto contra o governo Maduro. Esse movimento ficou conhecido como “A saída”, tendo como pontos a serem questionados tais como: Crise econômica e inflação elevada, a segurança da população, melhorias nos serviços basicos e dentre outros temas, a fome, talvez o que tenha sido de maior marca nos protestos.
Em meados aos protestos, ficou registrado pela Procuradoria Geral da Republica os dados aterrorizantes, com números que fizeram com que o então Presidente Nicolas Maduro fosse responsabilizado por crimes contra a humanidade.
Os dados divulgados pela Procuradoria Geral notificam que 43 pessoas morreram, 486 ficaram feridas e 1.854 foram detidas durante os protestos.
Em sua fala posterior aos acontecimentos, Maduro diz ser acusações falaciosas e nega ter havido crime contra a humanidade em seu pais.
Mais uma vez Maduro em seu discurso publico incita palavras entendidas como de cunho ameaçador “O destino da Venezuela no século 21 depende da nossa vitória no dia 28 de julho. Se não querem que a Venezuela caia em um banho de sangue, em uma guerra civil fratricida, produto dos fascistas, garantamos o maior êxito, a maior vitória da história eleitoral do nosso povo”.
O presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva se pronuncia sobre a fala do candidato “Quem perde as eleições toma um banho de voto, não de sangue”. ainda admirado com o pronunciamento, Lula continua em sua fala sobre o candidato “O Maduro tem que aprender, quando você ganha você fica, quando você perde você vai embora e se prepara para disputar outra eleição.
Em uma possível respostas as declarações do presidente Lula, Maduro fala que “Quem se assustou, que tome uma camomila, porque este povo da Venezuela já passou por muita coisa e sabe o que eu estou dizendo”
Rebatendo a fala de Maduro, Maria Corina declara palavras de incentivo aos opositores do Governo , em que ela minimiza o potencial antes temido “As ameaças de Maduro já não assustam ninguém.”
No próximo Domingo o mundo politico estará diante de uma situação, um Marco histórico envolvendo oposições politicas, de um lado Nicolas Maduro, líder politico admirado por uns e temido pela grande maioria dos Venezuelanos.
Na outra ponta da corrida eleitoral esta Maria Corina Machado, uma ativista dos Direitos Humanos e vista como a redutora do que já foi economicamente e politicamente a Venezuela.