Aeronave aterrissou por volta das 6h , na Base Aérea do Recife, na Zona Sul
O avião vai ser reabastecido antes de seguir para São Paulo.
Ofensiva do Hamas contra o Estado de Israel é considerada a maior em 50 anos; situação pode ficar ainda mais alarmante nas próximas horas, quando o governo israelense iniciará uma operação em Gaza
Apenas um dia depois do Hamas iniciar uma ampla ofensiva contra o Estado de Israel, considerada a maior em 50 anos, o número de mortos e feridos não para de crescer. Neste domingo (8), o Ministério da Saúde palestino em Gaza informou que ao menos 313 palestinos morreram e quase 2 mil ficaram feridos com a reação das forças israelenses. Do outro lado, o levantamento mais recente aponta que há mais de 350 israelenses mortos e 1.800 feridos — totalizando quase 700 vítimas fatais e 4 mil feridos.
Mas este parece ser só o início de um conflito sangrento, após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometer um ataque “com todas as forças” contra Gaza que deixará a cidade “em ruínas”. O governo de Israel instou a população palestina a deixar suas casas dentro de 24 horas e iniciou uma operação para evacuar os judeus que residem nos arredores da região.
Na noite de sábado, o ministro da Energia israelense, Israel Katz, afirmou que o fornecimento de eletricidade na Faixa de Gaza seria interrompido. De acordo com a correspondente do jornal al-Jazeera na região, o território está sobrevivendo com apenas quatro horas de energia a cada 12 horas de apagão devido aos 20 megawatts que a Autoridade Palestina obtém de outras usinas elétricas.
Segundo o diretor do hospital al-Shifa, o maior de Gaza, Mohamed Abu Silmiya, o corte de energia por parte de Israel tornou a situação ainda mais alarmante, prejudicando o tratamento do enorme fluxo de feridos que estão chegando ao local — que só está operando ainda devido a geradores extras.
— Estamos fazendo o que podemos com o que temos, mas estamos enfrentando uma ameaça real, especialmente porque a energia foi cortada, e os geradores aqui consomem 48.000 litros de combustível por dia. Não podemos nos dar ao luxo de continuar operando dessa forma — disse Abu Silmiya a al-Jazeera.
Do outro lado, na Cisjordânia ocupada, moradores organizam funerais para velar os palestinos que morreram nas últimas 24 horas.
— Estamos em um dos quatro ou cinco funerais que devem ocorrer hoje na Cisjordânia ocupada — disse uma correspondente da al-Jazeera, do lado de fora da casa dos avós de um jovem de 18 anos. — Ele será trazido aqui para a casa de seus avós antes de ser enterrado. Ele e outros quatro foram mortos no confronto.
Por Agência O Globo