PEC para limitar o IPVA a 1% do valor do veículo é apresentada

O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil-SP) protocolou nesta terça-feira (24/2) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para limitar a cobrança do IPVA a 1% do valor do veículo.

Segundo o parlamentar, o texto reuniu o apoio de 224 deputados. Eram necessários 171 para iniciar a tramitação.

Kataguiri disse a jornalistas na Câmara que pretende se reunir com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que ele encaminhe o texto à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois, a proposta seguirá para uma comissão especial e, em seguida, ao plenário, onde precisará de 308 votos em dois turnos.

Hoje, a alíquota do IPVA varia de 1% a 6%, conforme o estado e o tipo de veículo. O imposto está previsto na Constituição Federal, que concede aos estados a responsabilidade pela cobrança.

Com o texto, haveria uma perda R$ 38 bilhões em arrecadação, segundo Kataguiri. O deputado apresentou sugestões de compensação:

Corte de 50% das emendas parlamentares: R$ 30,5 bilhões;

Revisão de incentivos da Sudam e Sudene: R$ 22,51 bilhões;

Fim de crédito presumido de IPI para montadoras: R$ 7,77 bilhões;

Limite para gastos com publicidade pública: R$ 6,5 bilhões;

Combate aos supersalários no setor público: R$ 5 bilhões.

Gilmar vê ‘desordem’ com penduricalhos e proíbe ganhos acima do teto em todos os tribunais

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, deu prazo de 60 dias para que sejam suspensos pagamentos de “penduricalhos” a integrantes do Judiciário e do Ministério Público em todo o País que tenham como base leis estaduais, decisões internas e atos administrativos. No caso da Justiça Federal e do Ministério Público da União, a ordem de Gilmar também prevê a interrupção de valores que não estejam amparados por lei aprovada pelo Congresso. Só poderão continuar a ser pagos verbas expressamente previstas na legislação federal.

A decisão de Gilmar acompanha requerimento da Procuradoria-Geral da República, protocolado há seis anos. O então procurador-geral, Augusto Aras, ajuizou em 2020 quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra leis estaduais que tratam da remuneração de juízes, promotores e integrantes de tribunais de contas.

A ordem de Gilmar se dá no âmbito de uma lei de Minas Gerais, editada em 2015, e tem relação com texto aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado que trata dos salários de procuradores de Justiça e desembargadores fixados em até 90,25% do subsídio do procurador-geral da República e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, respectivamente.

Para a PGR, esse tipo de vinculação fere a Constituição porque cria reajustes automáticos sempre que a remuneração de referência é alterada. Por isso, a Procuradoria pediu a suspensão imediata das leis e, no mérito, que sejam declaradas inconstitucionais.

Na avaliação de Gilmar, “dia após dia, são criadas inúmeras verbas travestidas de caráter indenizatório com o único objetivo de escamotear o manifesto descumprimento da Constituição Federal, notadamente do regime constitucional de subsídios”.

“Não posso deixar de manifestar perplexidade quanto à desordem que vivenciamos no que diz respeito à remuneração dos agentes públicos de modo geral e, em particular, dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público”, destacou Gilmar.

   

PM achada morta com tiro na cabeça pediu ajuda a familiares dias antes de morrer

Poucos dias antes de ser encontrada morta com um tiro na cabeça, na última quarta-feira (18), a policial militar Gisele Santana conversou com familiares pedindo ajuda.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, um tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, na região central de São Paulo. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente registrado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após familiares relatarem histórico de violência psicológica, controle e ameaças.

Parentes afirmam que a policial mudou de comportamento depois do casamento, em 2024. Segundo eles, Gisele teria se afastado da família e passado a viver sob restrições impostas pelo marido, como proibições relacionadas a roupas, uso de maquiagem e contato com outras pessoas.

A família também relata que a filha da PM, de 7 anos, teria presenciado discussões e episódios de violência psicológica dentro de casa.

Na versão apresentada à polícia, o tenente-coronel disse que havia comunicado à esposa que queria se separar. Ele afirmou que, após uma discussão, foi tomar banho e ouviu um disparo. Ao sair, encontrou Gisele ferida, com a arma dele na mão. O oficial disse que acionou o resgate, a polícia e um conhecido.

Parentes de Gisele afirmam que a PM planejava pedir o divórcio e que vinha sofrendo pressão constante. Segundo relatos, dias antes da morte ela telefonou ao pai pedindo ajuda para sair de casa, mas decidiu permanecer após dizer que tentaria conversar novamente com o marido.

Ainda de acordo com a família, o oficial teria enviado uma mensagem considerada ameaçadora quando soube da intenção de separação: um vídeo em que apontava uma arma para sua própria cabeça, que não foi divulgado por se tratarem de imagens sensíveis.

Após a morte, o tenente-coronel solicitou retornar ao apartamento para tomar banho, pedido inicialmente negado e depois autorizado pelos policiais que atenderam à ocorrência.

A investigação está em andamento e é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, com acompanhamento da Polícia Militar. Um laudo pericial sobre a trajetória do disparo deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.

Gisele estava na corporação havia anos e, segundo familiares, se preparava para assumir uma função no Tribunal de Justiça Militar. Parentes dizem que ela estava satisfeita com a carreira e defendem que o caso seja apurado como feminicídio.

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno

O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e estendeu o regime à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., empresas que faziam parte do mesmo conglomerado financeiro.

O conglomerado tinha uma participação muito pequena no sistema financeiro brasileiro. Dados do Banco Central indicam que, até setembro do ano passado, o banco concentrava cerca de 0,04% de todos os ativos do setor, que somavam mais de R$ 18 trilhões — o equivalente a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

Nas captações, a participação era de 0,05% do total de mais de R$ 13 trilhões, cerca de R$ 6,5 bilhões.

Segundo o Banco Central, a liquidação do Banco Pleno foi adotada após o agravamento da situação econômico-financeira da instituição, que passou a ter dificuldade para pagar suas obrigações no dia a dia.

O órgão também apontou descumprimento de normas e de determinações da própria autoridade reguladora.

Campanha da Fraternidade 2026: “Fraternidade e Moradia

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nesta Quarta-feira de Cinzas, 18 de fevereiro, em sua sede, em Brasília (DF), às 10h, a cerimônia oficial de abertura da Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano propõe à Igreja e à sociedade a reflexão sobre a moradia como condição essencial para a dignidade humana.

Esta não é a primeira vez que a Igreja coloca a questão da moradia em destaque. Em 1993, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Moradia” e o lema “Onde moras?” (Jo 1,39).

Naquele ano, a CF denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.

A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.

Entre as propostas estavam a regularização de áreas ocupadas, construção de moradias populares, subsídios habitacionais, infraestrutura urbana e fortalecimento de associações comunitárias e da Pastoral da Moradia.

A edição de 1993 reafirmou o compromisso evangélico da Igreja com os mais pobres e defendeu a casa própria como condição básica para a dignidade, a vida familiar e o exercício da cidadania.

Para 2026, acolhendo sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas, os bispos escolheram o tema “Fraternidade e Moradia”, com o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

A proposta convida os cristãos a refletirem sobre a realidade habitacional do país. Embora a moradia digna seja um direito garantido pela Constituição, milhões de brasileiros ainda vivem sem casa ou em condições precárias.

PF faz operação para apurar vazamento de dados de ministros do STF

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira (17) quatro mandados de busca e apreensão que miraram servidores públicos em três estados.

A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades. Os servidores foram ouvidos pelos policiais.

Os mandados foram cumpridos a partir de representação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os investigadores buscam saber, por exemplo, se funcionários da Receita quebraram ilegalmente sigilo de ministros do Supremo e de parentes deles sem aval.

Ainda segundo a PF, além das buscas, foram determinadas medidas cautelares. Entre elas, estão, monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre as cidades estão: São José do Rio Preto, Guarujá e Salvador.

Prédios da Receita não foram alvo da ação dos policiais. Também não foram cumpridos mandados de prisão nesta terça. Segundo interlocutores da PF, durante a ação, investigadores apreenderam celulares.

Ainda não há detalhes sobre os dados vazados e nome das pessoas envolvidas, mas, de acordo com apuração do blog do Otávio Guedes, tratam-se de três servidores da Receita Federal e um do Serpro.

TCU fiscaliza dados do CadÚnico de mais de 3 mil famílias no País

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai verificar a consistência das informações do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) de 3.329 famílias em diversos estados brasileiros. A fiscalização vai medir a confiança dos dados informados pelos cadastrados por meio de um questionário, que será enviado a 1.544 municípios a partir do dia 23 de fevereiro.

A iniciativa visa identificar se os dados informados no CadÚnico condizem com a realidade socioeconômica local, com esclarecimentos sobre renda familiar e número de membros da família. Segundo o TCU, com a medida será possível calcular a renda per capita  principal critério para inclusão ou exclusão de famílias em diversos programas sociais.

Em nota oficial, o TCU afirma que a coleta de dados confiáveis é essencial para garantir que os benefícios cheguem a quem mais precisa. Além disso, a confiabilidade das informações também contribui para o planejamento de políticas públicas tanto no âmbito federal, quanto estadual e municipal.

Com vistas a garantir a precisão das informações, a orientação do TCU e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Famílila e Combate à Fome (MDS) é de que os municípios realizem visitas in loco, ou seja, nas casas das famílias selecionadas, para responder o questionário.

 

Quaest, 2º turno: Lula continua à frente, e menor diferença é contra Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos.

A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição.

Nesse cenário, Lula tem 43%, e Flávio, 38%. A diferença era de sete pontos em janeiro e de dez pontos em dezembro.

A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição.

Cenário Lula x Flávio Bolsonaro

Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);

Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);

Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);

Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).

Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio.

Nos cenários de 1º turno, Lula aparece à frente com percentuais que variam entre 35% e 39%. Flávio aparece como principal como candidato da oposição, com índices que vão de 29% a 33%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

 

Policia Federal realiza operação de combate a crimes contra a dignidade sexual no ambiente digital

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta quarta-feira (11), uma operação de combate a crimes contra a dignidade sexual no ambiente digital e disseminação de vídeos de abuso.

As investigações apontam que brasileiros fazem parte de uma rede transnacional voltada para a difusão e trocas de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação.

Segundo informações obtidas pela TV Globo, as vítimas e os alvos desta operação são brasileiros. Os criminosos sedavam as mulheres com medicamentos, cometiam estupro contra as vítimas, filmavam o crime e disponibilizavam o conteúdo em sites e plataformas.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos em cinco estados: São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

As investigações começaram em 2025, após o recebimento de informações de cooperação internacional, por meio da Europol, envolvendo mais de 20 países.

As investigações apontam a atuação de redes de diversos países voltadas para o compartilhamento de vídeos de agressões sexuais contra mulheres.

A atuação dos criminosos demonstra similaridades com o caso de Gisèle Pelicot, que chocou a França. Segundo investigadores, entre os alvos estão homens que doparam as próprias companheiras e cometeram crimes sexuais para filmar e disponibilizar as imagens na internet.

De acordo com a PF, também foram identificados indícios que representam expressão manifesta de ódio, repulsa e objetificação da mulher, demandando uma resposta estatal integrada contra os suspeitos.

Durante a operação, a PF apreendeu equipamentos eletrônicos, dispositivos de armazenamento de dados, aparelhos celulares, computadores e outros materiais potencialmente relacionados às atividades criminosas.

Os alvos desta operação podem ser enquadrados nos crimes de estupro de vulnerável e de divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável, sem prejuízo de outras tipificações penais eventualmente aplicáveis.

PL assume liderança numérica no Senado


Com o fim do recesso legislativo e a reabertura dos trabalhos em Brasília, o Congresso Nacional entra em 2026 já sob o peso da disputa eleitoral de outubro. O ano começa com um novo desenho das forças partidárias, especialmente no Senado, onde o Partido Liberal (PL) assume, pela primeira vez desde 2023, a liderança numérica da Casa.

O movimento acontece às vésperas de uma eleição considerada estratégica tanto pela direita quanto pela esquerda, já que dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa e o resultado pode redefinir a governabilidade do próximo presidente.

Hoje, o Senado tem 81 parlamentares. O PL inicia o ano eleitoral como maior bancada, com 15 senadores, superando o PSD, que aparece em seguida com 14. MDB (10), PT (9) e PP (7) completam o grupo das cinco maiores bancadas.

Na Câmara dos Deputados, composta por 513 cadeiras, o PL também lidera, com 87 parlamentares. Na sequência, vêm União Brasil (59), PP (50), PSD (47), Republicanos (44) e MDB (42).