/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/X/M/qATfSjSV64ClWMJhxfdg/presidio-atraso-card-ne002484-013-0625-frame-102.jpeg)
Um relatório do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) apontou o gasto na conclusão das obras para a construção dois presídios e três cadeias públicas na zona rural de Araçoiaba, no Grande Recife. Nove anos após o início das obras, os presídios estão abandonados e mais de R$ 120 milhões de dinheiro público foram gastos, de acordo com o tribunal.
As construções começaram em junho de 2014, em três lotes de terra do Engenho Santo Antônio que ocupam, cada, uma área maior que um campo de futebol. Algumas unidades tinham previsão para ficarem prontas em 2016.
De acordo com o TCE, atualmente, o prazo prometido para o fim da obra é julho de 2024, mas, com mais de R$ 100 milhões gastos, há menos de 20 construtores trabalhando no local.
O relatório do TCE acompanhou a construção das cadeias de 2014 a 2023 e encontrou uma série de regularidades. No primeiro lote, há dois prédios divididos por um muro. Ele tem pavilhões, guaritas de proteção, salas da administração e dos policiais penais.
No lote dois, as paredes desgastadas por causa da chuva e do sol denunciam o abandono. Sem portas, nem janelas, o presídio está com sacos de argamassa, placas de concretos soltas, entulhos, e até botas de construção abandonadas. O lote três é a maior obra, com o tamanho de quase três campos de futebol.
Para o promotor de Justiça da Vara de Execuções Penais Fernando Falcão Ferraz, o conjunto de presídios de Araçoiaba foi construído com várias irregularidades e, apenas no ano passado, houve o planejamento de sistema de tratamento de esgoto e fornecimento de água.
“As obras, que estavam previstas para serem completadas em um ano e meio, estão se arrastando há 10 anos pela ausência de prioridade do estado, pela ausência de disponibilização de recursos e, também, pela carência na execução dos projetos e demais obras para que o projeto pudesse funcionar”, afirmou.









